quinta-feira, 28 de julho de 2011

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

domingo, 16 de janeiro de 2011

tus ojos en el agua negro

a vida é um sopro

que escorre entre os dedos

é um lírio

que ascende

envelhece

e some

sem deixar rastro

embora o seu odor

se conheça –

a vida o amor

também é um sopro

embora eterno

é tão-somente deserto

intranqüilo

na sua razão

no seu toque

trêmulo que a todos chega

o sonho que é fuga

na solidão a que estamos condenados

lembrar

do que era deleite

vivo

até que nós mesmo

sejamos sonho

no encanto de uma lápide

nas linhas de um livro

num banco

inscrito na areia

essa substância

que nos preenche de nada

e que ao mesmo tempo

é o espelho dos desejos

das nossas tristezas

do nosso sopro

que seja eterno esse vento

essa brisa lunar

que é humana

e que cessa

como a chama

do sol queimando nossos corações

do amor que é lírio

ressoai as trombetas do inferno

no instante do céu

um pulsar

nos olhos que se fecham

enquanto outro lírio nasce

e outros lábios descubram

do que é feito a cor

a vida – esse mistério de peles

que atraem-se

esse encanto de corpos delineados

esse reluzir à meia-noite

en el vientre de las flores

domingo, 5 de dezembro de 2010

a indefinição do amor

amo
o teu encanto
que é segredo de encantos
lua n’água em reflexo pleno
sol no ar em transe suspenso
amo
a tua forma
que é a síntese de várias formas
feitio de pétalas soltas ao vento
graça de auroras no firmamento
amo
a tua expressão
objetivo calado do verbo
síntese completa da idéia desejo
calor horizontal que termina nos lábios
amo
o teu gesto
compulsivo – quase insano
de mulher